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RISCOS DO REAJUSTE DE 16% NO MÍNIMO REGIONAL


 

TRIBUNA JURÍDICA

 

ZARUR MARIANO*

e-mail: zarur@zmadvogados.adv.br

 

“A injustiça é cometida de duas formas: pela violência e pela fraude. Todas as duas são indignas do homem, mas a fraude é a mais desprezível. De todas as injustiças, a mais desprezível e abominável é a desses homens que, quando enganam, procuram parecer homens de bem!”  (Túlio Cícero – Orador – advogado e filósofo romano).

RISCOS DO REAJUSTE DE 16% NO MÍNIMO REGIONAL

A aprovação do reajuste de absurdos 16% no salário mínimo regional é contrária aos interesses do Estado. O Brasil vive uma crise político-econômica, na qual os principais economistas já projetam crescimento negativo do PIB (abaixo de zero por cento). Há anos, nosso país não enfrentava um cenário tão desanimador ao empreendedorismo. Nesse panorama, balizar o reajuste dos salários em índice muito acima do aceitável, beira a irresponsabilidade, segundo o SESCON-RS.

CONSEQÜENCIAS. Isso porque, apesar de impactar em apenas uma fatia de trabalhadores, os que não possuem representação sindical, o mínimo regional serve de parâmetro para as negociações coletivas das demais categorias. Caso se replique o percentual para outros segmentos da economia gaúcha, haverá graves consequências, colocando em risco a manutenção das empresas (principalmente pequenas e médias) e fechando postos de trabalho.

FALTA DE CRITÉRIOS. Qual o critério que se adotou para chegar aos 16% de reajuste? O INPC acumulado nos últimos doze meses foi de 7,68% (fev / 2015) e o PIB, como mencionamos, deverá fechar o ano com crescimento negativo. As empresas gaúchas não terão condições de absorver mais essa carga.

UNIÃO DE TODOS. O SESCON-RS alerta não só as 19 mil empresas que representa, mas também a sociedade gaúcha como um todo. Vivemos um período no qual a recessão é uma realidade que se avizinha. É momento de todas as esferas estarem unidas, empresários, trabalhadores e governo. Atitudes demagógicas e panfletárias não contribuem na solução dos graves problemas econômicos, originados por má gestão pública.

Zarur Mariano, contador e advogado, sócio da Zarur Mariano & Advogados Associados.

 


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